Câncer de pele é o mais frequente no mundo

Câncer de pele é o mais frequente no mundo

O câncer de pele é o mais frequente no mundo e no Brasil e ocorre quando as células da pele se multiplicam sem controle. O do tipo melanoma (forma mais grave do tumor) ocorre mais raramente e pode levar à morte.

Já o não melanoma (tumor maligno com baixa taxa de mortalidade) é mais frequente em ambos os sexos e menos grave, mas pode causar deformações no corpo. Ambos têm cura se descobertos logo no início.



No Brasil, o INCA estima 85.170 casos novos de câncer de pele não melanoma entre homens; e 80.410 nas mulheres para cada ano do biênio 2018-2019. Esses números correspondem a um risco estimado de 82,53 casos novos a cada 100 mil homens e 75,84 para cada 100 mil mulheres.

O câncer de pele não melanoma é o mais incidente em homens nas regiões sul (160,08/100 mil), sudeste (89,80/100 mil) e centro-oeste (69,27/100 mil). No nordeste (53,75/100 mil) e norte (23,74/100 mil), encontra-se na segunda posição.

Entre as mulheres, é o mais frequente em todas as regiões do país, com um risco estimado de 97,46/100 mil na região sul; 95,16/100 mil, no sudeste; 92,66/100 mil, no centro-oeste; 45,59/100 mil na região nordeste; e 27,71/100 mil na região norte.

Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada, porém sua ocorrência é considerada baixa (2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres por ano). As maiores taxas estimadas em homens e mulheres são verificadas na região sul.

Câncer de pele melanoma
O câncer de pele melanoma tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e é mais frequente em adultos brancos. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nos indivíduos de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés.

Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão. É o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos).

O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom se detectado em sua fase inicial. Nos últimos anos, houve grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor e à introdução dos novos medicamentos imunoterápicos.

Estatísticas
Estimativa de novos casos no brasil: 8.450, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres (2020 – inca).
Número de mortes no brasil:  1.791, sendo 1.038 homens e 753 mulheres (2018 – atlas de mortalidade por câncer – sim).

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