Polícia investiga quadrilha que escondia cocaína em cargas de congelados

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Jornalismo TV Sorocaba

20 de março de 2025

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Grupo investigado movimentou R$ 450 milhões em esquema que ocultava cocaína em alimentos congelados. Sorocaba e Quadra estão entro os alvos da operação.

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Iceberg para desarticular uma organização criminosa que escondia cocaína em cargas de alimentos congelados destinadas à exportação. O esquema utilizava a estrutura de empresas de logística para o envio da droga a partir de portos em Santa Catarina, com ramificações em outros estados, incluindo São Paulo.

Policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão, incluindo ações em Sorocaba e Quadra, no interior paulista. A Justiça Federal também determinou o sequestro de veículos e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias ligadas a 17 pessoas físicas e jurídicas.

As investigações começaram após a apreensão de três cargas de cocaína em países africanos, como Líbia, Libéria e Serra Leoa, em dezembro de 2022. As drogas estavam escondidas em lotes de frango congelado exportados a partir do porto de Itapoá (SC) e manipulados por uma empresa de logística de alimentos.

A PF identificou que um grupo de trabalhadores de empresas de logística, com acesso a informações sobre cargas e embarcações, usava esse conhecimento para esconder o entorpecente. O grupo também cooptava funcionários de outras empresas para expandir a operação para outros portos, como o de Paranaguá, no Paraná.

No núcleo financeiro, os pagamentos eram feitos por meio de empresas de fachada, e a movimentação bancária do esquema entre 2022 e 2024 chegou a cerca de R$ 450 milhões.

A investigação aponta que as empresas exportadoras e importadoras legítimas não tinham conhecimento do esquema criminoso. O caso gerou prejuízos milionários, incluindo a interrupção de negociações com países africanos. Além disso, dois representantes de uma empresa importadora da Líbia foram presos sob acusação de tráfico internacional, mas foram libertados após a Polícia Federal esclarecer os fatos à Justiça líbia.

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