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Volume morto de Itupararanga pode ser usado em outubro devido a estiagem

A maior seca nacional dos últimos 91 anos também é sentida na Represa de Itupararanga, nos municípios de Ibiúna, Sorocaba e Votorantim. O manancial, que é responsável por mais de 80% do abastecimento de água em Sorocaba, opera com 30% da capacidade total, praticamente metade dos 63% no mesmo período do ano passado.

Diante do cenário de crise hídrica, a operação que permite gerar energia para indústrias da empresa que tem a concessão da represa já foi reduzida no fim do ano passado. Das 4 turbinas hidroelétricas, apenas uma continua em funcionamento. A iniciativa foi tomada para reduzir a vazão de água da represa.

Segundo a empresa, a seca é tão considerável que estudos apontam há possibilidade de o reservatório chegar próximo do volume morto ainda no mês de Outubro. Segundo o gerente de planejamento do grupo, mesmo que isso aconteça, o abastecimento das cidades da região e a vazão do rio Sorocaba devem ser mantidos.

Mesmo com esse cenário, o diretor operacional do SAAE Sorocaba,  Rodolfo Barboza, diz que não há perspectiva de falta de água ou racionamento neste ano na cidade, e que por enquanto, nenhuma medida deve ser tomada para racionar o fornecimento. Mesmo assim, a orientação é que a população faça uso consciente da água.

Além da estiagem, a qualidade da água de Itupararanga também é motivo de preocupação a quem estuda o tema.

André Cordeiro, Professora da Ufscar e vice-presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Sorocaba e Médio Tietê, produz estudos sobre a represa desde 2006. Em um relatório publicado recente, chamado de “O Reservatório Itupararanga: Problemas e Perspectivas”, Cordeiro aponta que a qualidade da água armazenada na represa vem piorando.

Segundo ele, o problema acontece, pois, com o baixo nível do manancial, a concentração de poluentes, que vem de cidades e imóveis vizinhos, acaba aumentando, já que o nível de diluição também é menor.

Segundo o diretor operacional do SAAE Sorocaba, a autarquia tem acompanhado uma mudança na qualidade da água do manancial. Mesmo assim, ela segue dentro dos padrões necessários para o tratamento e consumo da população.

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