Peças do Museu da Estrada de Ferro Sorocabana são catalogadas

Peças do Museu da Estrada de Ferro Sorocabana são catalogadas

O Museu da Estrada de Ferro Sorocabana (MEFS), um espaço cultural importante que abriga parte da história da cidade, já teve 6.834 peças do seu acervo público inventariado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Cultura (Secult). Trata-se de um trabalho contínuo de identificação dos bens culturais do museu, essencial para a gestão do patrimônio. No momento, a equipe está catalogando objetos pecuniários, além de identificar e embalar documentos do acervo.

Inaugurado em 1997, o MEFS conta com pinturas, fotografias, mapas e objetos que relembram a história da Estrada de Ferro Sorocabana, importante empresa pioneira no ramo que se expandiu para diversas regiões do Brasil e que marcou a memória da cidade. Grande parte do acervo é proveniente de doações particulares, cedidas a fim de preservar e difundir o registro dessa época.

Coordenado pela museóloga Daniella Moreira, o trabalho de inventariar consiste em catalogar, identificar e quantificar um acervo museológico e é realizado por universitários de cursos de História e Geografia, que fazem estágio na Secretaria da Cultura. A identificação do material teve início em 2017, ela informa, com os mapas, projetos, plantas e desenhos técnicos do MEFS. Esse trabalho começou a ser intensificado em março de 2020, com a chegada da pandemia da Covid-19 e a necessidade de suspensão temporária das visitas presenciais nos espaços culturais.

As peças são higienizadas, acondicionadas e registradas de maneira sistemática. Ao final, as fichas são incluídas em uma planilha em Excel, que facilita a consulta ao acervo e, consequentemente, evita o manuseio de muitas peças no momento da pesquisa. O material é procurado durante o ano todo, principalmente para trabalhos de alunos de Mestrado e Doutorado de faculdades e universidades de todo o Estado de São Paulo.

Entre os quase 7 mil itens do acervo já catalogados, estão: 2.809 fotos; 2.524 livros, revistas e periódicos; 1.990 objetos pecuniários; 1.230 mapas, projetos, plantas e desenhos técnicos; 696 documentos; 87 itens de comunicação; quatro desenhos; uma pintura; uma embalagem; um objeto de culto; um equipamento agrícola; dentre muitos outros. Esses bens culturais catalogados podem ir para a reserva técnica ou para exposição no museu.

De acordo com a Secretaria da Cultura, a metodologia para o inventário é a Thesaurus para Acervos Museológicos, utilizada por museus de todo o país, que possui um sistema de classificação bastante abrangente, permitindo um processo de catalogação mais preciso e de fácil acesso aos funcionários, pesquisadores e o público em geral. A ficha catalográfica segue as recomendações do Categorias de Informação do Comitê Internacional de Documentação (CIDOC-ICOM) e do Manual de Catalogação do Museu Nacional de Belas Artes, ambos adotados em diversas instituições museológicas do país.

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